[PODCAST] #007 – BORDA, PENSA E SONHA – MULHERES E O DINHEIRO

Sétimo episódio da primeira temporada do Borda, pensa e sonha, o podcast para quem trabalha com as mãos, sem deixar de lado a mente e coração. A partir de relatos de uma pesquisa com bordadeiras da Serra Gaúcha, uma reflexão sobre como nós mulheres nos relacionamos com o dinheiro e as maneiras que encontramos para gerar nossa própria renda, desde os primórdios do Rio Grande do Sul.

Indicação de Livro:

Bordando Sonhos - Neusa Mª Roveda Stimamiglio e Fernando Roveda: https://www.neusaroveda.com

Indicação de conteúdo:

6ª Semana Enef: http://www.semanaenef.gov.br

*BAIXE RISCOS DE BORDADO GRATUITAMENTE*

Acesse http://bit.ly/2WA6iIf

A pior mãe do mundo

  1. Eu deixei meu filho cair da cama.
  2. Eu não sei acalmar ele.
  3. Eu não consegui amamentar. 
  4. Eu amamentei demais.
  5. Eu deixei de escovar os dentes dele, e ele está com diversas cáries.
  6. Eu ainda não ensinei ele a andar.
  7. Eu ainda não tirei as fraldas.
  8. Eu esqueci o lanche da escola.
  9. Eu não tenho paciência. 
  10. Eu estou cansada.
  11. Eu não ensinei ele a se alimentar direito. 
  12. Ele ainda não fala.
  13. Ele fala demais.
  14. Ele fala palavrão. 
  15. Eu deixo ele ficar muito tempo no celular.
  16. Eu cheguei atrasada na apresentação da escola.

Quem nunca se culpou?


Mas quando nasce uma mãe, vem agarrada nela a culpa. A gente sempre acha que poderia ter sido melhor, mais eficaz, menos permissiva. Não bastasse a cobrança interna, tem sempre alguém que olha torto ou dá aquela opiniaozinha desnecessária, que joga nossa autoestima lá pro chão, confirmando nossa incompetência, aquele carimbo de pior mãe do mundo.

Eu, como mãe, afirmo: vai passar.

E quase como um passe de mágica, quando a gente percebe, já passou.

  1. Ele já desce da cama sozinho. 
  2. Ele já tem um diálogo mais calmo.
  3. Ele já tem sua rotina independente.
  4. Ele lembra do lanche da tarde.
  5. Ele traz um casaco pra você.
  6. Vcs xingam juntos o jogo do celular que compartilham.

E então é que a gente se dá por conta que tem uma coisa que nunca vai poder mudar: somos humanas.

E nossa experiência como pessoa é uma construção, ninguém nasce com manual ou roteiro… A gente vai aprendendo, criando, se descobrindo, se fortalecendo. E a maternidade é um turbilhão de mudanças que, literalmente, mexe com cada uma de nossas células. A gente se questiona, se encontra e se perde umas quantas vezes por dia, em uma jornada que rapidamente migramos de heroínas a vilãs, principalmente pra gente mesma.

O meu FELIZ DIA DAS MÃES vem na contramão das maioria das mensagens do dia. Talvez seja o conforto que eu quis receber em diversas situações da minha maternidade, em algumas vezes encontrei, outras nem cheguei perto.
h

EU E MEU JOÃO AUGUSTO…
EU, NO SEU ABRAÇO APERTADO DEPOIS DE UM LONGO DIA DE TRABALHO.


Mãe, querida… Lembre sempre de sua humanidade, fraquezas e fortalezas que te fazem ser quem é.  Feliz mesmo a gente fica vendo sorrisos desdentados, comemorando o número 2, escutando as primeiras palavras, presenciando os primeiros passinhos, e a medida que os filhos crescem outras tantas pequenas grandes coisas que a vida nos presenteia, tão ricas e simples, que fazem o mundo parar e o coração pulsar de tanto amor e gratidão. A maternidade nos oportuniza experiências humanas inexplicáveis, nem sempre fáceis, muitas vezes solitárias, que se a gente tiver calma na alma consegue perceber que a natureza foi muito sábia por delegar a nós essa missão.

Então relaxa mãe, respira fundo, olha pro teu filho, olha pro mundo, mas olha principalmente pra ti, e na construção que você vem trabalhando. Se cansar, pede ajuda, não desiste, busca apoio, você é forte, mas é uma pessoa (lembra?).

Agradeça cada coisa boa, aprenda com os desafios. Abrace uma outra mãe, compreenda a tua também. Não julgue e não se julgue tanto. Não critique e não se critique tanto. Se emocione, se emocione muito…
E por pior ou melhor que o momento pareça, acredite… Vai passar!

FELIZ DIA DAS MÃES

Estou aqui pra te ajudar. {um post para elas}

A gente tem que acreditar… E eu acredito nas coisas boas que você tem aí, dentro do teu coração. Nesse #8demarço eu quero que você saiba, que eu estou aqui pra te ajudar a tirar teus sonhos do papel, ou quem sabe, te ajudar a organizar tuas inquietudes, por que eu sei que nem sempre essa jornada é fácil… As vezes a gente sabe que quer que seja diferente, mas não sabe exatamente o que… E é conversando, trocando ideias e experiências que a gente percebe o que faz e o que não faz sentido na nossa vida. Foi assim comigo, pode ser contigo também. Nossa sensibilidade, nossas experiências e visão de mundo tem muito a contribuir com as pessoas e isso também contribui contigo. “Conhece-te a ti mesma”, mude o mundo, melhore o mundo, nem que seja o seu mundo… E eu estou aqui pra te ajudar. FELIZ NOSSO DIA, MULHER.

Se preferir, ouça esse post aqui.

Não venda sofrimento

Recentemente participei de uma tradicional feira de produtos artesanais em uma cidade da Serra Gaúcha. Lá tive contato com trabalhos lindos, maravilhosos, vindos de diversos locais do Brasil e do exterior. Técnicas diversas, no ar se respirava criatividade humana.

Eis que uma das artesãs que lá estava expondo e vendendo seu trabalho, e no momento do diálogo, confeccionava louca e maravilhosamente uma peça em frivoleté, ao ser questionada por uma empreendedora do Grupo do qual faço parte sobre quanto custava aquela peça que fazia, de pronto respondeu:

DEPENDE DO SOFRIMENTO!!!

Meu Deus… O que isso lhe parece? O que essa resposta, subliminarmente nos revela? Para mim fica claro: essa pessoa vende sofrimento. Então lhe pergunto: você compra sofrimento? Muito obrigada, mas não quero não… Por mais belo que seja um trabalho, o peso que ele carrega para quem o executou certamente vai junto para onde esse trabalho for. Qualquer negócio digno carrega no seu resultado a energia de quem o concretizou, mas se você tem em seu ofício artesanal uma fonte de renda, lhe peço: pense bem antes de atribuir sofrimento a ele. Não estou dizendo que trabalhar com manualidades é um mundo cor de rosa, onde existem unicórnios e sereias e que é só estrelinhas e musiquinhas fofas… Não é isso! Tem muita ralação, trabalho duro, comprometimento, estudo e estratégia. Mas se você colocar na ponta do lápis o sofrimento na hora de vender o que você produz, essa metodologia se perpetuará ao longo de sua carreira.

Venda coisas boas… Coisas lindas… O mundo está precisando disso. Não some com as notícias dos jornais. Acredite que existe um mundo melhor. Deixe o lado da rua que bate sombra, vá para o lado iluminado. Faça parte dessa mudança. E nós, que trabalhamos com produtos feitos artesanalmente temos a chance de concretizar coisas boas que temos dentro de nós. Cada pontinho é feito a mão, as combinações são pessoais, a maneira como materializo um produto vem inteiramente de meu coração. Por que vou escolher materializar sofrimento? Eu vou materializar amor, mensagens de carinho, a possibilidade de um sorriso, o empoderamento de pessoas que acreditam na força que o delicado tem. Esse é meu papel, uma vendedora de sonhos, de possibilidades, de beleza, de simplicidade. Me vejo quase que na obrigação de passar a diante através do meu trabalho o recado de que jamais nos esqueçamos de que somos humanos, e que isso é surpreendente, pois uma máquina pode até bordar bem parecido com o meu trabalho, com pontos perfeitos e bem simétricos, mas o que me diferencia de algorítimos e~programações é justamente a chance que tenho de tocar a alma humana. Nesse dia 01º de outubro, onde comemoramos o Dia Internacional do Vendedor, lhe convido a passar pro lado de cá das vendas… O lado onde vender é uma consequência de um trabalho bem feito, onde você entrega as pessoas o que de fato elas querem e precisam. Pois acredito {mesmo} que a gente pode melhorar o mundo e vender… E vender e melhorar o mundo! Então lhe pergunto: o que você vende?

Se preferir, ouça esse post nesse link.

05 de Julho de 2018 – 1 Ano da Firma e quero te dar um presente

Toda vez que me perguntam sobre como começou a empresa Um Pontinho – Bordados feitos a mão, gosto de falar que iniciou depois que tive o João, meu filho. Em outubro de 2018 ele fará 7 anos, e a maternidade me fez rever muitos dos meus conceitos. Quando grávidas, percebemos o quanto nossos instintos se aguçam e de forma visceral nos dominam. Os cheiros e gostos ficam mais intensos, a inteligência nada artificial nos faz mais atentas a qualquer ameaça a sobrevivência. Isso é natural, é natureza, é humano, é surpreendente {apesar de ser a coisa mais comum do mundo}. A maternidade me fez enxergar o fragilidade da vida e a necessidade de deixar uma marca no mundo nesse breve tempo que estarei por aqui. Já era tempo de fazer algo diferente. Ok… Isso era certo… Mas o quê exatamente?

Nessa inquietude crescente comecei a ler e consumir mais conteúdo na internet. A medida que encontrava textos e vídeos que faziam sentido ao meu momento, apareciam outros tantos que confirmavam que eu estava no rumo certo. Comecei a salvar imagens no Pinterest que me agradavam de alguma forma, passei a seguir perfis diferentes no Facebook, me inscrevi no canal de outros tantos no Youtube, sem falar de seminários, palestras e cursos que sempre estiveram em minha agenda. E assim, como um quebra-cabeças, as peças foram se encaixando e eu descobrindo minhas paixões e propósitos. Mas sem dúvida, conhecer o conceito de Economia Criativa foi o que me fez perceber que as respostas que eu estava procurando estavam dentro de mim e que unir negócios a manualidades poderia dar certo. E foi através do trabalho da Rafa Cappai que descobri um novo universo de possibilidades e comecei a devorar tudo o que tinha a ver com esse novo {pero no mucho} olhar sobre a economia. Ok… Isso era certo… Mas o quê exatamente eu ia fazer?

Entre salvar imagens, compartilhar na redes sociais e ler, ler, ler muito sobre tudo isso, comecei a redescobrir um amor antigo, que vinha da infância: o amor pelo bordado. Em seguida comecei a fuçar nas minhas coisas e fotografar o que eu havia bordado. E olha, que eram coisa bem bacanas. A medida que compartilhava fotos, recebia comentários e elogios que reforçavam uma ideiazinha que começava a brotar na minha cabeça e no meu coração. E assim, aos poucos, eu {re}descobri como trazer esse amor ao protagonismo da minha vida. Bordado, seu lindo, veio para ficar.

Mas veja bem, falei que essas coisas começaram a acontecer quando meu filho nasceu… E ele já vai fazer 7 anos. Como é que a firma está fazendo 1 ano hoje então?

Pois é… Gosto de falar que Empreendedorismo e Maternidade não são só glamour.

Da necessidade de fazer algo a formalização de uma empresa, se passaram quase 6 anos. Os 3 primeiros anos de um bebê são maternais. Eu me dediquei muito ao João, o amamentei até 2 anos e 11 meses. Apesar de sentir essa vontade louca de ser produtiva e revolucionar o mundo, minha prioridade era total a de atender meu filho. Quando ele finalmente foi para a escola, que consegui sacudir a poeira e comecei a organizar as ideias.

Empreender é construção. Não só da empresa, mas uma construção da gente também. Exige coragem e mudanças. E mudar dói. Eu trabalhava com o Dario há mais de 10 anos e enxergava {e ainda enxergo} o enorme valor do trabalho dele. Queria, mas também não queria, deixar de fazer o que fazia. Queria voar, sem tirar os pés do chão. Tinha muitas certezas, mas muitas dúvidas também. Mas a medida que o tempo passava, meu projeto com o bordado ia tomando corpo, ia tomando o meu tempo, mais do que isso, ia enchendo o meu coração.

Voltando um pouco na história, logo na sequência que descobri os conceitos da Economia Criativa, fiquei sabendo que a Microempa estava promovendo o I Fórum da Economia Criativa em Caxias do Sul. Todo o conteúdo que eu até então tinha consumido era de fora do país ou de São Paulo, e a Microempa já estava promovendo um Fórum? OMG… Que gente acelerada. Me inscrevi correndo, arrastei o Dario e convidei a Renata. Gentem… Nunca mais saímos da Microempa.

Desde então passamos a frequentar assiduamente a entidade empresarial. Ali encontramos terreno fértil para boas ideias e parcerias. Gente a fim de dar certo, a fim de construir. Gente que constrói, que se compromete. E isso foi determinante para que hoje eu comemore 1 ano de abertura do CNPJ de minha empresa. Foi através do Grupo Setorial Teia – Rede de Trabalho Artesanal e convivendo com uma rede séria de empresários, que consegui alinhar meu propósito com o que eu tenho que fazer. Consegui me fortalecer e fortalecer outras tantas pessoas para que não desistam de seus sonhos.

Tenho certeza de que já cresci muito nessa caminhada, da mesma forma que enxergo que tenho muuuuuuito ainda a fazer.

Mas o fato é de que me encho de gratidão e desejo compartilhar com aqueles que me encorajam a continuar, as coisas boas que o bordado pode nos proporcionar. Desde auto-conhecimento até uma nova fonte renda, as possibilidades são infinitas e os recursos são infindáveis.

Assim, para comemorar esse primeiro ano {oficial} da “firma”, vou começar a disponibilizar riscos de bordado para download, para que assim, mais gente borde e seja feliz.

O primeiro risco será o do primeiro bordado meu que postei no instagram:

É um risco simples, mas acredito que tudo é construção. Minha ideia é enviar 1 novo risco a cada 15 dias… Iniciando pelos riscos dos primeiros bordados que postei em minhas redes sociais.

Para fazer o download do risco, se cadastre em nossa lista nesse link .

Obrigada por me acompanhar e vamos bordar!!! Tenho certeza de que comemoraremos muitos outros anos de vida e de vendas. <3