Bordadeiras que Inspiram #1

Eu gosto de ler, de assistir, de acompanhar, de compartilhar com gente que faz o que eu faço. Gosto de aprender, de contrapôr, de me inspirar ou talvez não concordar, mas conhecer opiniões diferentes. Sem a menor dúvida conhecer o Clube do Bordado foi um grande marco em minha vida bordadeira.

Eu bordo desde pequena, mas aos poucos a vida e o trabalho foram empurrando essa minha paixão para “quando sobrava um tempinho” {e nunca sobra, não é mesmo?}. Como trabalho há bastante tempo com educação corporativa, estou o tempo todo ligada a termos corporativos, que muitas vezes deixam de lado o CPF que está por trás do CNPJ. Eu gosto {gosto não, amo} a ideia da busca por soluções dentro das empresas, dentro dos processos, na busca por produtos melhores, mas certamente isso somente será possível através das pessoas e se fizer sentido para as pessoas. Eu não conseguia encontrar uma conexão entre o meu trabalho e minhas habilidades manuais. Até que em 2015 conheci o trabalho desse Coletivo lindo. Seis jovens {e isso me chamou muito a atenção}, com trabalhos modernos, com visões modernas, com linguagem moderna, usando o bordado livre como forma de expressão e incentivando o empoderamento feminino.

Seis amigas, que se reuniam para bordar, e que encontraram nessa roda de conversas e pontos, sentido e propósito que precisavam compartilhar com o mundo. Gosto da ideia que elas frisam sempre de respeito pela diferença de cada uma, da abordagem de temas atuais através de pontos tradicionais, das possibilidades que o bordado oferece como terapia, da conexão que tantas mulheres tem com o bordado ao redor do mundo.

 

Gosto de como encontram a beleza no dia-a-dia…

 

Gosto de como retratam a força com tanta delicadeza…

 

Gosto da simetria dos pontos {mas também da assimetria quando necessário}, gosto de dizerem tanto sem necessariamente precisar falar algo…

 

Me identifico com o trabalho dessas gurias por inúmeras razões, mas talvez a mais forte delas seja justamente o fato de usarem pontos de bordado como forma de expressão da alma, dos pensamentos, dos sentimentos mais pessoais que brotam em nossa alma, características tão femininas, tão humanas, tão minhas, tão nossas.

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